Economistas dizem que o impacto da crise americana à economia chinesa será pequeno
Beijing, 11 mar (Xinhua) -- Os economistas chineses que estão participando das atuais "Duas Sessões" --as sessões anuais da Assembléia Popular Nacional, o parlamento chinês, e da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês, o principal órgão de consulta política do país--, reconheceram a interdependência, cada vez maior, entre as economias da China e dos Estados Unidos, mas comentaram que o impacto da crise econômica americana à China não pode ser subestimada.
Os dois países verão um desenvolvimento mútuo e mais cooperação no futuro, analisou Li Yining, um economista da Universidade de Beijing. "A China e os Estados Unidos se tornarão mais interdependentes economicamente", acrescentou Li.
De acordo com estatísticas oficiais, a China é um dos principais exportadores dos Estados Unidos. Atualmente, a China já superou o Japão e o Canadá no ano passado, tornando-se o terceiro maior exportador dos Estados Unidos. Em contrapartida, os Estados Unidos atualmente é o maior exportador para a China. Em 2007, o volume total do comércio bilateral chegou a US$ 300 bilhões.
"Apesar da desaceleração do crescimento econônico dos Estados Unidos, as exportações chinesas para o país não serão influenciadas, já que, carentes de dinheiro, os consumidores norte-americanos preferirão ainda mais os produtos baratos produzidos pela China", explicou Li.
Por outro lado, promovendo as exportações à China, os Estados Unidos também poderão diminuir o impacto causado pela crise subprime à sua economia, acrescentou o economista.
Li Daokui, diretor de um centro de pesquisa econômica internacional da Universidade Tsinghua, disse que os chineses estão tentando melhorar suas condições de vida, comprando novos carros particulares e apartamentos maiores. De acordo com ele, o crescimento da demanda doméstica ajudará a China a reduzir o impacto das crises econômicas de outros países.
O governo chinês vem dando grande atenção ao impacto ampliado da crise subprime americana e à desvalorização do dólar americano. No seu relatório de trabalho do governo, apresentado em 5 de março, na abertura da 1ª sessão da 11ª Assembléia Popular Nacional, o primeiro-ministro chinês Wen Jiabao disse que a China deve se preparar para as mudanças no cenário mundial e tornar-se mais capaz para enfrentar os possíveis riscos.
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