O fato de a economia chinesa ter superado a do Japão tem um efeito simbólico, na avaliação do economista Roberto Padovani, do West LB. Ele acha que isso reforça a tese de que os emergentes estão num bom momento, que se saíram bem da crise, o que afeta positivamente a confiança dos investidores.
- Era natural que a China ultrapassasse o Japão, porque o impacto da crise neste último foi mais complicado. Como a China é uma grande consumidora de commodities brasileiras, reforça a percepção de que temos pela frente uma trajetória favorável, aumenta a confiança - diz ele.
Hoje, o BC chinês anunciou que o país já é a segunda maior economia do mundo, ficando só atrás dos EUA. Padovani lembra, no entanto, que não podemos nos esquecer do peso dos países da União Europeia que, segundo o FMI, juntos, representam 24% do PIB mundial, logo atrás dos EUA (25%).
- Do ponto de vista econômico, temos que considerar a UE. Duas economias disputam a liderança, enquanto outras duas - Japão e China - brigavam pelo segundo lugar. O tamanho do PIB desses dois países estava próximo, o que há agora é uma diferença de tendência: enquanto o Japão desacelera, a China sustenta o crescimento - afirma o economista. |